Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes
Jesus: Passemos para a outra margem. E eles, despedindo a multidão, o levaram
assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. Ora, levantou-se grande
temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o
mesmo já estava a encher-se de água. (Marcos 4.35-37)
Logo a seguir, compeliu Jesus os
discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele
despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de
orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. Entretanto, o barco já
estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento
era contrário. Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por
sobre o mar. (Mateus 14.22-25)
O que é uma
tempestade para você? Você já enfrentou alguma situação tão difícil que se viu
como um marujo num mar agitado?
Viver uma
adversidade é de certa maneira algo muito parecido com enfrentar uma tempestade
em alto-mar. Sentimos que estamos à deriva, à mercê de forças muito superiores
que às nossas, desestabilizados e vulneráveis, e que, mesmo assim, ainda
teremos de ter atitudes eficazes para garantir nossa sobrevivência àquela
situação imprevisível e fora do nosso controle.
Então, a
primeira coisa a fazer antes de estabelecermos um plano de ação diante de uma
tempestade é sabermos se realmente se trata de uma tempestade ou se é um
problema corriqueiro da vida, em relação ao qual estamos fazendo “tempestade em
um copo d´água”.
Como saber a
diferença? Não é fácil saber se a situação em que nos encontramos é mesmo uma
tempestade ou se estamos simplesmente exagerando. Muitas vezes,
supervalorizamos determinadas situações, porque temos uma visão distorcida
dela, e acabamos achando que uma ventania seguida de uma chuva forte, mas
passageira, é uma tempestade, quando, na verdade, não é. Por isso, precisamos
avaliar o tipo de problema que estamos enfrentando e identificar se é uma
tempestade ou apenas mais uma dificuldade de dia a dia.
As tempestades
são situações dificílimas, graves, são eventos realmente incomuns. Acredito que
o principal indicativo de que a adversidade vivenciada por nós seja, de fato,
uma tempestade é a nossa pequenez diante dela, algo que não foi causado por nós
e cuja intensidade e duração dos efeitos não tenhamos controle algum.
Enfatizo isso
porque há casos em que, por estarmos fragilizados, não percebemos que temos
como resolver o problema com uma atitude simples. Assim nada fazemos e ficamos
reféns da situação, permitindo que ela se agrave e transforme-se em uma
tempestade devastadora.
Nas próximas
lições com base nos textos de Marcos 4 e Mateus 14, vamos ressaltar o que
caracteriza uma tempestade para depois analisar que atitudes dos discípulos de
Jesus os ajudaram a vencer as adversidades e a sair ilesos dessas situações
difíceis. Lembre-se do que o Senhor Jesus ensinou: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis
aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.
(João 16.33)

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